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Como apontado pelo Estadão, após o megavazamento de dados de 223 milhões de CPFs, 40 milhões de CNPJs e 104 milhões de registros de veículos, as informações de 39.645 brasileiros e 22.983 empresas nacionais já circulam na internet – embora os dados estejam à venda, o hacker tornou pública uma pequena parte das informações.

No caso do maior vazamento de dados da história do Brasil até o momento, apesar dos dados estarem divididos em 37 categorias (pessoa física) e 17 categorias (pessoa jurídica), cada uma dessas categorias traz diversas outras informações. Por exemplo, a categoria “básico completo” para pessoa física traz as seguintes informações: CPF, nome completo, sexo, data de nascimento, idade atual, nome dos pais e estado civil e outros.

Contendo inclusive fotos de rosto de parte dos brasileiros listados no Banco de Dados vazado e possibilitando riscos de golpes e fraudes, como podemos nos proteger deste e de outros riscos potenciais? E quanto à Segurança Digital das organizações? Pensando nisso, nós da MAPEO preparamos algumas dicas para você se proteger nas redes!

Cidadão: O que fazer para se proteger?

Para evitar ser vítima de sequestro de suas redes, vale sempre estar atento às recomendações oficiais das plataformas que você faz parte. Tradicionalmente as principais plataformas digitais com grande fluxo de informações sensíveis optam por disponibilizar a verificação em duas etapas, além de confirmações via código PIN.

Tudo isso deve sempre estar aliado à elaboração de senhas robustas (utilizando caracteres especiais como “[email protected]#$%¨&*()/?\|’{[}] e outros, diversificando letras maiúsculas e minúsculas, evitando utilizar de palavras que existem no vocabulário e que possam ser associadas a você facilmente, e tendo uma quantidade razoável de caracteres – de 10 em diante) e à diversificação das senhas entre plataformas, pois não adianta utilizar a mesma senha em todas e correr o risco de ao ter uma conta vulnerabilizada, expor todas demais. Além disso, existem serviços de gerenciamento de senhas, versões pagas e gratuitas, em formatos diferentes, vale conferir.

Por outro lado, se uma informação sua já foi exposta, é imprescindível registrar um Boletim de Ocorrência e estar sempre atento a eventuais movimentações desconhecidas em suas contas bancárias, plataformas digitais, e onde mais seus dados tiverem risco de serem usados contra você.

Com ou sem dados expostos, jamais clique em links suspeitos e desconhecidos ou acesse informações de cobrança ou solicitando qualquer dado pessoal seu – seja CPF, endereço, nome de familiar, e outros. Vale ficar atento aos telefonemas, às cartas e outros formatos de comunicação, pois existem diversas estratégias de Engenharia Social (manipulação psicológica de pessoas para a execução de ações ou divulgar informações confidenciais) que por meio de conversas, pessoas maliciosas e criminosos vão extraindo informações suas sem, muitas vezes, sequer ser possível perceber do risco envolvido.

Ainda assim, se sua identidade e dados pessoais envolvem a segurança de mais pessoas, especialmente se for uma figura exposta publicamente, ou próxima de uma, vale procurar serviços profissionais e acessíveis para Segurança Digital, sendo possível estruturar toda uma lógica simplificada e robusta para evitar riscos potenciais.

Organizações: Como prevenir riscos?

Modernizar a rotina das organizações públicas e privadas e de utilizar Inteligência de Dados para o processo de tomada de decisão e definição de estratégias é cada vez mais necessário. Não à toa as maiores e mais preparadas empresas organizações em todo mundo fazem dos dados aliados estratégicos na rotina administrativa. Porém, não deve haver qualquer contradição entre ampliar e qualificar o Banco de Dados e investir em Segurança Digital. Caso contrário, resta uma base de dados vulnerável e risco de expor informações sensíveis de terceiros ou da própria organização.

Um dos maiores desconhecimentos é supor que apenas mega corporações e organizações com atuação digital devem se proteger digitalmente. Porém, seja sua organização local ou internacional, independente do porte ou estrutura, seus dados sobre clientes e táticas são ouro nas mãos da mega concorrência predatória. Nesse caso, mais importante ainda, pois além de colocar em risco documentos sensíveis da organização, tem-se a responsabilidade sobre os dados de todos clientes listados de alguma forma em sua organização.

No caso de organizações públicas, existe uma demanda inerente de centralização de dados públicos. Seja via cadastros, acessos à prestação de serviços, ou mesmo na rotina administrativa via atendimentos na ponta, há um enorme volume de dados e informações que circulam – muitas vezes livremente – e que hackers maliciosos se infiltram nas gestões fisicamente e digitalmente para sequestrar tais dados e vender para criminosos.

Como o vazamento de dados de quase todos os brasileiros a nível de Governo Federal, reforça-se quanto organizações com menor capacidade estatal e tecnológica (a nível Estadual e Municipal) estão ainda mais vulneráveis do que um ente Federal. Não vale adiar, pois qualquer dia a mais pode ser tarde demais no quesito vulnerabilidade dos cidadãos e da própria administração pública. É necessária uma gestão profissional da Segurança Digital para prevenir riscos que após o ocorrido se tornam irreversíveis.

No caso de organizações de classe, não-governamentais, privadas ou mesmo mandatos e gabinetes diversos, a responsabilidade não é menor. Com os avanços tecnológicos, as disputas de redes e o crescente volume de dados, a concorrência desleal pode não hesitar em buscar acesso privilegiado às suas informações – operando contra sua organização em um patamar de vantagem tática competitiva.

Assim sendo, da criptografia qualificada das mensagens, à gestão de controle de acessos pré-determinados e inclusive da hospedagem segura dos dados, é possível alinhar o desenvolvimento tecnológico de um qualificado Banco de Dados que seja útil à organização, ajudando nos processos de tomada de decisão e na gestão cotidiana, com sua Segurança Digital, sem expor vulnerabilidades da organização e de seus clientes. Até porque, investir em segurança é prospectar a sustentabilidade de sua organização a médio e longo prazo, além das demandas mais imediatas e cotidianas.Gostou do conteúdo?

Se interessou pela proposta de estruturar sua Segurança Digital ou da organização que você faz parte? Entre em contato conosco via [email protected] para marcar uma conversa com nosso time de consultores.